Sagu

Origem Asiática:
O termo "sago" refere-se originalmente ao amido extraído do tronco de palmeiras (saguzeiros) no Sudeste Asiático, usado para engrossar caldos e pratos. Com a imigração europeia (alemães e italianos), tentou-se replicar o produto com amidos locais. Como a palmeira não se adaptou bem ao clima, usou-se a fécula da mandioca — ingrediente de raiz indígena — para moldar as pérolas gelatinosas.
Na Serra gaúcha
Na Serra Gaúcha, os imigrantes italianos uniram a fécula em formato de bolinhas à fartura do vinho tinto da região, criando a famosa sobremesa festiva de fim de semana. É uma sobremesa de sabor definido, intenso, e não tão adocicado.
Há variações no preparo da receita de acordo com as diferenças culturais entre as ascendências. Nas famílias de origem alemã, por exemplo, o sagu pode ser feito com leite ou suco de frutas, como laranja ou abacaxi, sendo essas variações bastante raras. Já nas famílias de descendentes de italianos, é comum o sagu ser preparado apenas com do tradicional vinho tinto, sendo essa a variante mais comum e preparada em quase toda a região Sul do Brasil.
O processo de industrialização
O processo de transformação da mandioca em bolinhas foi obra desenvolvida pelos descendentes de alemães da empresa Lorenz, ou seja, pelos irmãos Lorenz, no início do século XX. Segundo o histórico da empresa, "fundaram a primeira indústria de fécula de mandioca da América Latina". A empresa sediada em Indaial-SC objetivava atender à falta de produto similar (fécula de batata) oriunda da Europa, diante das dificuldades impostas pela 1ª Guerra Mundial. Mais tarde, a empresa Cassava, com matriz em Rio do Sul – SC, também passou a comercializar o sagu, provavelmente na década de 1950.
Na cidade de Caxias do Sul, a centenária empresa Produtos Alimentícios Corsetti (1877) foi responsável pela introdução do produto na região. Primeiro, com uma parceira nas décadas de 1940 e 1950, a Lorenz, e, mais tarde, a partir de 1960, com a Cassava. Dessa forma o produto foi introduzido na região, a partir daí tomou forma e gosto, entrando para o receituário com as características que agradam ao paladar dos serranos
Apesar dessa sobremesa não existir na Itália, os imigrantes italianos se identificaram muito com o sabor do vinho doce, enriquecido com especiarias, no qual flutuam delicadas bolinhas translúcidas de mandioca.Digite o texto aqui...
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